Cagadas Fenomenais – Parte 2

Todo mundo faz cocô, isso é fato. O problema é entender o porquê das pessoas criarem uma espécie de bloqueio ao falarem sobre o assunto. Eu assumo: amo falar sobre cocô, caganeira, afinal sempre me rendem boas histórias. Divirto-me horrores!

Tudo começa quando você é pequeno. Não. Pequeno ainda é muito grande. Começa quando você ainda é um bebê. Para os bebês, cagar não é problema, é solução. Basta chorar e dar aquela cagada (das mais meladas, molhadas, meio esverdeadas e fedidas mesmo!) e TODOS param o que estão fazendo para socorrê-lo. E, cá pra nós, atenção de pai e mãe é muito bom!

Os que vêm dos menores são os maiores! hahahahah
Os que vêm dos menores são os maiores! hahahahah

Fazer cocô no pinico é sinônimo de emoção. A merda gruda no fundo do “recipiente” e você ainda grita todo feliz, praticamente realizado: “Manhêê, termineeeeei! Vem me limpar!!” O melhor é que quem mete a mão na bosta não é você, mas sim, seus pais.

Cagar é sempre uma aventura. Há quem diga com orgulho e satisfação: eu amo uma boa caganeira! A coisa começa com um leve borbulhar na barriga, quase imperceptível. Mas, com o tempo, vai crescendo, crescendo, e chega o maldito desespero, daqueles do tipo “eu não vou controlar” ou “se não for agora, eu cago aqui mesmo!” Você pensa que TODOS estão olhando para você e enxergando o seu “interior inquieto”. Começa, então, a se contorcer, sente dar uma leve escapadinha aqui, outra ali e anda, anda MUITO para disfarçar. Até que, um infeliz, um imprestável, um filho da mãe, grita: “Hmmmmm… Alguém peidou aqui!” Todos trocam olhares e se acusam. Você (claro!) tira onda da cara dos outros, torcendo para que eles não descubram que foi você o responsável por eliminar aquele gás mortal.

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Vai que tua reza é forte pro quesito “caganeira”?

A “doença” continua a se manifestar na sua barriga e você continua rezando (como nunca rezou antes!!), para que não deixe escapar uma freada!

Muita gente não sabe o que freada significa, portanto, caro leitor, irei lhe explicar. Chama-se “freada” aquela situação em que você está com o seu carro, todo animado, correndo feito um louco, e, de repente, freia bruscamente, deixando, no chão, marcas do seu adorável pneu. Traduzindo para a linguagem caganeirística: você deixa escapar um pouquinho, quase nada (quase nada mesmo) da merda na sua calcinha, cueca, ou seja lá o que for! Um tanto desagradável, não?

Falando em carros, quem nunca fez “aquela força” em um posto de gasolina que atire a primeira pedra! O melhor é que, nessas visitas, você entra no posto morrendo e sai em estado de decomposição! É impressionante, não sei se é acaso, tradição ou azar mesmo, mas TODO vaso sanitário de posto abriga a merda de um desconhecido. Você, passando mal, ainda é obrigado a olhar o dejeto e a sentir o cheiro da merda dos outros!

Pode preparar o estoque!
Pode preparar o estoque!

Viagens de carro, lógico, não terminam por aí! Confesse… Quantas vezes você já se pegou pensando no que faria se tivesse que defecar no meio do mato? Planta? Papel higiênico? O trânsito inteiro parando para te ver cagar? Uma cobra surgindo quando você está naquele momento? São situações um tanto inusitadas, mas que você torce para que aconteça com seu melhor amigo!

Uma das experiências mais marcantes na vida de um estudante é a vontade de cagar durante um intervalo ou, até mesmo, durante as aulas. Quando está em aula, a situação ocorre durante a visita daquele professor que raramente libera um aluno para ir ao banheiro ou beber água. Mas você está como? Desesperado! Do tipo “não aguento mais”. Levanta a mão e:

Ainda faz uma cara de feliz pra disfarçar o rebuliço na barriga (vulgo: quaaaaaase caganeira!)
Ainda faz uma cara de feliz pra disfarçar o rebuliço na barriga (vulgo: quaaaaaase caganeira!)

– Professor, posso ir no banheiro?

– No banheiro, você não pode, vai subir na privada, meu filho?? Aprenda Português primeiro! Agora ao banheiro… (Momento de felicidade, você pensa!! Ele VAI deixar)… também não! – completou o professor.

Em sua cabeça, passam-se todos os palavrões e xingamentos da Língua Portuguesa, arrisca até alguns em inglês, mas fica lá caladinho, segurando-se. Passam-se uns cinco minutos e, novamente, você, meu amigo, levanta a mão.

– Professor, eu realmente preciso ir AO banheiro. (Enfatizando o “ao”, lógico!).

Ele, com um ar um tanto duvidoso, libera, mas, claro, a turma inteira, em coro, o chama de “cagão”, “vai soltar um barro” outros gritam… Vergonha é a palavra que passa a definir o seu dia. Vergonha ou necessidade, né?

Depois de um dia do cão, você volta a pé para casa, morto de cansaço, sob um sol escaldante. Nenhuma bendita alma lhe ofereceu carona naquele dia. Pior que tudo isso? Impossível, você pensa. Aí é que você se engana, colega! Naquela pracinha, que você tem que enfrentar todos os dias após o colégio (quando não arranja a carona básica, claro) passam muitos cães com seus adoráveis e respeitáveis donos! Que pessoas de luxo!! Os cachorros defecam e você, querido, pisa na merda deles! Pode chorar, eu deixo. A vida é uma merda.

Eu nunca acreditei que fazer cocô em hotel fosse considerado, por alguns, um problema. É uma privada que não é a da nossa casa, mas devido a algum motivo inexplicável, nos transmite paz, segurança e conforto. Mas, às vezes, as aparências enganam. Em um dos programinhas das suas férias, você e seu “namorido” resolvem dividir um bangalô chiquérrimo, com um casal amigo. Convivência demasiada é um problema, como todos sabem, com dois casais amigos, então… Surge a ideia de jantarem um prato exótico. Quer problema ficando mais problemático que esse? Você já sabe que no final vai dar… merda! Começa com sua grande amiga, ela pede licença, toda educada, retira-se da mesa e dirige-se ao toalete. Mas, ao invés de ser bem rapidinha, demora 10, 15, 20 minutos. E, nesses míseros 20 minutos, forma-se uma fila na porta do banheiro. Todos passam mal. Um entra, outro sai, e tome cheirar cocô dos outros! O desespero é tanto que você tira o salto e sai correndo pelo hotel com o maior objetivo da sua vida: encontrar o banheiro da piscina.

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Por isso, queridos leitores, eu termino esta crônica dando-lhes um aviso: independentemente do local onde estejam, prestem atenção nas plaquinhas de saída de emergência e de toaletes, óbvio! Afinal, nunca se sabe quando irá passar necessidade…

Tá pensando que acabou??? Não!!! Reuni as melhores histórias de cocô que encontrei na internet! Preparem os papéis higiênicos! Divirtam-se!

2 comentários em “Cagadas Fenomenais – Parte 2

  1. SANDRO TAMMAN says:

    Dentre várias homéricas, uma recente que lembro e faço questão de homenagear ao arquiteto dela.
    O Aeroporto Santos Dumont vem sendo reformado a anos. À exceção de seu miserável ar condicionado que não dá conta do verão sufocante do Rio de Janeiro. Mas a questão é o seguinte: O banheiro masculino da nova praça da alimentação tem um janelão enorme para a praça tradicional. Até aí poderia ser o 26º lugar em que você poderia escolher para fazer cocô antes de morrer, mas ao invés disso, algum arquiteto resolveu colocar um vidro espelhado nestes janelões. Isto não seria problema se a última privada do banheiro não ficasse encostada na vidraça e o ângulo de quem entra no banheiro dá de cára com o sujeito sentado com direito a rosto e meio corpo do infeliz sentado ao vaso pois o banheiro é espaçoso.
    No caso só me dei conta da situação quando me vi na situação de “infeliz”, sentado no trono e fui olhar para a rua pela vidraça espelhada e vi uma sequência de pessoas entrando no banheiro e olhando para você pelo espelho. So me restou cumprimentar a todos eles e sorrir galhofeiramente enquanto na outra extremidade procurava terminar o real objetivo de minha estada.
    Há dois meses atrás voltei ao aeroporto e fiz questão de conferir e verifiquei que exatamente ali colocaram uma película para encerrar meses de vergonha alheia.

  2. Cainã Ito says:

    Um texto voltada a uma pauta um tanto diferente. Tirou risos da minha pessoa. Parabéns pelo texto Camila

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