Cagadas Fenomenais

Acredito que esta seja a crônica mais esperada pelos meus amigos do curso de Jornalismo. Eu não nego, pelo contrário, tenho orgulho em dizer que o meu assunto preferido da vida é cocô! Escrevi Cagadas Fenomenais também em 2012 e, na época, fiquei “famosa” no colégio. Era conhecida como “a menina do cocô” (mas gostei do título, tá? Podem me julgar, eu deixo!). Amo falar sobre caganeiras, porque TODO MUNDO tem, ao menos, uma história de cocô para contar e, na maioria das vezes, não a compartilha por pura vergonha! Cocô ainda é, querendo ou não, um tópico evitado nas conversas em família (não na minha! Beijo, família! Amo vocês!), nos bares, na escola… Esta crônica reúne algumas das inúmeras histórias de cocô que já ouvi por aí! Ah, nenhuma história é minha, tá? (Eu juro hahahha) As minhas histórias eu conto depois, prometo! Afinal, eu (desculpem-me pela expressão) cago, tu cagas, ele caga, nós cagamos, vós cagais e eles cagam também! Preparado pro “rebuliço” na barriga? O assunto de hoje é MERDA (literalmente!).


Todo ser humano que é humano de verdade já deu uma boa cagada.  Sabe aquela vontade que vem com BASTANTE força? Uma coisa profunda que vem da alma, do coração e, principalmente, do intestino, provocando, em segundos, um alívio IMENSO? Sim, todo homem, mulher, criança, idoso já passou, passa e sempre passará por isso.

As melhores histórias de férias são das merdas dos outros. Quando digo “merda”, refiro-me ao sentido denotativo da coisa. Merda, bosta, caca, cocô, número dois ou como queira chamar!

Certas coisas me surpreendem quando o assunto é cocô… A primeira delas é que os maiores, mais fedidos e monstruosos sempre vêm dos menores seres: bebês e crianças. Cagam de uma maneira tão fenomenal que incendeiam o ambiente de um jeito que um rato morto seria uma melhor opção.  A casa fica fedendo, a roupa, o cabelo… Pra comer depois? Sem chance!

Você sempre tem um amigo que já fez merda enquanto fazia merda. Em uma tarde qualquer, por exemplo, vocês inventam de ir ao shopping, passear, fazer umas comprinhas. Eis que surge uma vontade. Não uma simples vontade, mas “A” vontade. Bate aquele desespero, você fica agoniado, nervoso, não dá pra esperar. Chega ao banheiro e… FILA… ENORME! Lascou tudo! Sai aflito, a ponto de ter um treco. Olha ao redor e… cheio de gente! Corre pro estacionamento e, em um cantinho, arreia as calças e com uma pequena força… ALÍVIO! Saiu tudo e mais um pouco. A melhor sensação do mundo com certeza.  Dias depois, cai a ficha! O segurança, possivelmente, lhe viu cagando pelo sistema de câmeras e até hoje deve dar boas risadas com o acontecimento. Agora é torcer para o vídeo não parar no Youtube.

Viagens sempre rendem boas histórias, isso é fato. Não é à toa que um simples passeio com a família pode virar motivo de piada por dias, meses e até anos! Uma das coisas mais esquisitas em hospedar-se na casa dos outros é que você nunca consegue cagar da maneira “mais apropriada”.  O alimento nunca sai com tanta facilidade! Privada boa é a da casa da gente! O resultado de dias sem cagar é vergonha. Vergonha porque a vontade vem quando a gente menos espera. E é isso que quase sempre acontece, o desejo surge no momento mais impróprio possível, seja num passeio pela cidade ou numa visita a uma igreja da região. Como de costume, caga ali mesmo, na pracinha ao lado e, para se limpar, utiliza as plantinhas das árvores.

Quando você começa a namorar, fazer cocô é um problema. No início da relação, por puro nervosismo, você começa a ir ao banheiro de segundo em segundo. Parece mais uma grávida. É algo insuportável. O problema maior só aparece quando, depois de um certo tempo, começa a visitar a sogra com mais frequência. Após um desses churrascos e feijoadas de domingo, surge a necessidade extrema de usar o toalete. Pode-se dizer que esse é o momento de constrangimento máximo na relação do casal. Você não quer, mas precisa cagar na casa do seu namorado(a). Não tem jeito, entra no banheiro e, mais uma vez, alívio! Para disfarçar o inconfundível cheirinho de cocô, usa desodorante, perfume e ainda espera um tempinho para sair do local do crime. Não tem jeito, seu namorado(a) está na porta te esperando com aquele risinho na cara de quem quer dizer: “Você cagou que eu sei…”

Defecar no avião é um problema! Banheiro de avião não é banheiro, é lugar para as pessoas testarem seus níveis de claustrofobia. Como se não bastasse o aperto, acertar a mira é sempre um trabalho. Toda vez que você está quase lá, maldita turbulência!

Apenas duas cagadas não são fenomenais: as de prisão de ventre, por serem absurdamente dolorosas, e as de diarreia, por serem rápidas e molhadas demais.

Enfim, não basta cagar, tem que se orgulhar da merda feita!

Camila Petribú.

4 comentários em “Cagadas Fenomenais

  1. Sandro says:

    As minhas dariam excelentes crônicas, mas… resolvi esquecê-las todas. Afinal, certamente haverá uma maior e melhor. 50 anos não é suficiente. As próximas serão homéricas!

    1. Camila Petribú says:

      Sandro, quando as cagadas “homéricas” acontecerem, por favor, me conte! Quero muito ouvi-las, tá? hahahahaah Beijo!

  2. Patrícia says:

    Ri muito!!!! Lembrei-me dessa época!!!

    1. Camila Petribú says:

      Sim, saudade grande dessa época! (que, por sinal, era divertidíssima!) Beijão!!

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