#jornalismoporamor

Quando você começa o Ensino Médio, uma dúvida gigantesca passa a habitar a sua cabeça: que curso devo escolher? Parece uma praga, a todo lugar que você vai tem alguém que pergunte ou opine:

  • “e aí, já decidiu que curso vai fazer?”
  • “e o Vestibular? Já pensou em fazer Medicina?”
  • “Menina, vá por mim: escolha um curso que te dê dinheiro”
  • “Faça Direito, Engenharia ou Medicina, tá? Ah, Direito é muito bom pra concurso!”

Na oitava série, eu afirmava com todas as letras que o curso da minha vida seria Direito. Estava convicta de que queria advogar e já me imaginava, todos os dias, com aquelas roupas sérias e elegantes que os profissionais da área costumam usar para frequentar tribunais, atender clientes e analisar processos. Achava uma profissão glamurosa e bastante inteligente. Tinha certeza, portanto, de que o Direito havia me escolhido e que seria a profissão da minha vida. Tava tudo certo, até que… chegou o Ensino Médio!

Se, na oitava série, minha cabeça estava tomada pela certeza, no primeiro ano do Ensino Médio, ela ficou inundada de dúvidas. Não sabia mais que curso escolher nem  por que. Direito sempre fora minha única opção, mas, a área acadêmica passou a me conquistar de um jeito que, até hoje, não sei explicar. Desde pequena, tive a oportunidade de, como aluna, conhecer o trabalho de professores incríveis, que, realmente, tiveram uma participação significativa na minha vida, fazendo-me perder a timidez e ensinando-me “além” do conteúdo de sala de aula. Tive professores que foram mais que professores: foram verdadeiros EDUCADORES.

Só no Ensino Médio, acredito que por estar completamente imersa no mundo dos vestibulares e por ter uma rotina de estudos bem intensa, surgiu à ideia de fazer Licenciatura em Letras. Pela primeira vez na vida, eu tive a vontade de ser professora. Língua Portuguesa sempre foi a minha matéria preferida (graças a minha mãe!), eu vivia o Português 24 horas por dia, amava conjugar verbos e corrigir redações e, dentre todas as outras licenciaturas, era a única que me atraía como futura profissão. Pronto, nada de Direito, meu pensamento agora era Letras. Mas, também no Ensino Médio, quando ainda no 1º ano estudei o gênero crônica, me veio à mente o Jornalismo.

Eu tinha uma única certeza na vida: escrever era uma paixão. Depois de parar de estudar, fiquei com a cabeça ainda mais confusa, o que me fez resgatar, lá da oitava série, o curso de Direito, do Ensino Médio, o de Letras e, da paixão pela escrita, o Jornalismo.

Indecisa e ansiosa como sou, fiz vestibulares para os três e disse que só decidiria qual o iria escolher quando saíssem os resultados. Passei em três faculdades diferentes em três cursos diferentes. Droga, pensei. Agora, eu, realmente, teria que escolher. E, sim, pasmem, peguei o caminho inverso: cursei duas semanas de Direito, alguns meses de Letras, para, por fim, encontrar o curso dos meus sonhos: Jornalismo.

A aprovação em Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa pelo SISU
A aprovação em Letras – Licenciatura em Língua Portuguesa pelo SISU

Muita gente me pergunta se eu me arrependo das escolhas que fiz, como de, por exemplo, ter feito, por pouquíssimo tempo, dois cursos antes de chegar à profissão dos meus sonhos e eu afirmo: Não! Ter dúvidas sobre o “curso da nossa vida” é super normal para um adolescente que vive imerso na pressão do colégio, dos vestibulares, de amigos, da família ou de quem quer que seja. A sociedade vive nos cobrando uma decisão e isso é um saco, porque só faz com que as nossas dúvidas aumentem. Aprendi a dar tempo ao tempo e, mesmo pensando que “nunca iria me encontrar”… me encontrei. Demorou pra caramba, mas, assim que tive os primeiros dias de aula no curso de Jornalismo da Unicap, simplesmente, senti: era Jornalismo. Sempre foi.

A 1ª credencial como estudante de Jornalismo!
A 1ª credencial como estudante de Jornalismo!

Acho que, hoje, sou tão apaixonada pelo curso, principalmente, por ter passado por duas experiências anteriores que não me agradaram tanto. Sim, Direito e Letras são cursos lindos, mas, para o meu atual momento, o Jornalismo gritou meu nome.

Foi amor à primeira vista. Lembro-me de que, no segundo dia de aula, escutei o depoimento de um professor sobre a sua caminhada na profissão. Foi um depoimento tão sincero, tão inspirador, que fez com que meus olhos enchessem d’água. Olhei para o meu amigo, que me conhecia há anos, e disse: “Segundo dia de aula e já tô assim, imagine, então quando o curso estiver acabando”. Naquele dia 12 de fevereiro de 2016, eu tive a certeza de que o meu lugar era ali. Eu queria, sim, ser jornalista, embora tivesse ouvido centenas de vezes que “jornalista morre de fome” ou que “você vai trabalhar muito pra ganhar pouco”. Nada disso me assustava mais. Eu posso, lá na frente ser muito pobre ou, quem sabe, muito rica e isso independe da minha profissão. Sabe por quê? Quem determina o seu sucesso não é curso que você irá escolher, mas, sim, o esforço e a dedicação que você terá nele. Posso, então, trabalhar em um Jornal Nacional ou até no jornal comunitário, não importa onde nem com quem, mas por que. Eu queria trabalhar no jornalismo por amor: amor às pessoas, à profissão, ao compromisso com a verdade.

Ser jornalista faz com que você tenha a obrigação de entender de tudo um pouco, de estar sempre atualizado e, diante de um cenário midiático tão crítico e instável, como se encontra o do Brasil, percebi que, mais do que nunca, os estudantes de jornalismo precisam acreditar que podem fazer a diferença. Por querer lidar com pessoas, com palavras e histórias, eu escolhi o Jornalismo e o Jornalismo me escolheu.

Assim, decidi compartilhar um pouco deste universo no Chá das Quatro. Na categoria, #jornalismoporamor, contarei a minha experiência como estudante de jornalismo, falando tanto do lado positivo da profissão como também da parte chata, dos medos e da insegurança do dia a dia de um jornalista. Trarei entrevistas com pessoas que me inspiram e contarei histórias. Afinal, além de saber criar um bom lead, o jornalista vive de histórias, de fatos e de acontecimentos. A crônica, que é um gênero bem jornalístico, estará, portanto, cada vez mais presente no Chá das Quatro. Por isto, lembrem bem: aqui, é #jornalismoporamor

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Turma de Jornalismo, do 1ºo período, Unicap!

 

 

2 comentários em “#jornalismoporamor

  1. Beth Regis says:

    Você fez uma excelente escolha!
    -Quem determina o seu sucesso não eh o curso que vc irá escolher, mas, sim, o esforço e a dedicação que vc terá nele. Parabéns Camila! Sábias palavras! É isso aí Camila, Dedicação e Esforço . Sem eles, nada acontece.

    1. Camila Petribú says:

      Obrigada, tia Beth! Beijão!!

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