Camila Petribú

“E se…”

Em: Dramas cor-de-rosa adolescente

Olhei para o teto pela milésima vez naquela noite. O quarto estava escuro, exceto pela fina fresta de luz que saía do banheiro. Resolvi, mais uma vez, fechar os olhos e imaginar a nossa vida juntos. Você era perfeito: me entendia como ninguém, sempre me colocava para cima quando eu estava mal e ria das minhas piadas sem graça. Era o melhor amigo que eu havia pedido a Deus. Era o meu braço direito e podia, facilmente, ser meu braço esquerdo também. Você entendia cada pensamento meu, entendia cada movimento do meu corpo e respondia as minhas dúvidas existenciais antes mesmo de eu externá-las. Você me fazia feliz. Você acreditava em mim quando nem eu acreditava em mim mesma. Você não julgava meus pensamentos por mais que eles estivessem errados e gostava de mim do jeito que eu era: amava minhas qualidades e meus defeitos, minhas crises de choro e minha tagarelice interminável. Continue lendo ““E se…””

Camila Petribú

Pré-requisito

Em: Pensamento do dia

O mundo vive e respira pré-requisitos. Estuda-se, em Sociologia, que, ao nascer, o ser humano encontra um mundo já estabelecido com normas, valores e costumes e que, por meio dos processos de socialização, a pessoa pode, enfim, começar a fazer parte dos grupos sociais.

O processo de socialização, entretanto, nem sempre é fácil, porque, para ser membro efetivo de um grupo já formado é necessário, muitas vezes, possuir uma série de pré-requisitos, ou seja, uma série de regras que determinam se você pode ou não fazer parte disto ou daquilo, se você é apenas mais um (perdido na maioria) ou se você pode ser um destaque, uma revelação. Até para criar um novo grupo na sociedade, os pré-requisitos são necessários.

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Camila Petribú

Sendo Atemporal

Em: Aconteceu Comigo, Pensamento do dia

Às vezes, é complicado compartilhar um texto tão pessoal. Digo que “Sendo Atemporal” foi um texto que me libertou. Com ele, deixei de me culpar, me julgar e de ter vergonha de, por exemplo, ter parado de estudar no Ensino Médio (sim, saí do colégio, mas isto é assunto para outro post, ok?) e de ter feito supletivo. Passei anos (3 anos e 4 meses, para ser mais exata) sem me sentir “livre”, sem saber quem eu era ou o que queria. “Sendo Atemporal”  foi, então, a maneira que encontrei de “depositar tudo o que tinha em mente” em uma folha de papel. E, sim, isto me libertou. 🙂


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