Camila Petribú

Como sobreviver a um incêndio!

Em: Aconteceu Comigo, Crônicas, HA-HA-HA uma dose de alegria!

Viajar é umas das melhores oportunidades da vida. Viajar e realizar um sonho é ainda melhor. Em 2010, fui com a minha família para os Estados Unidos. Minha primeira e, até então, única viagem ao país. Estava encantada. Imaginem só… Euzinha nos Estados Unidos? Victoria’s Secret de um lado, Sephora de outro é Camila endoidando na certa.

Enfim, deixando de fora o meu lado “mulherzinha consumista”. Primeira parada: Orlando. Segunda parada: Nova York (sonho, realização, paixão, mil amores!!!). Em Orlando, lembro-me bem que começamos a viagem com compras. Quer coisa melhor? Depois Epcot, a emoção do Castelo da Cinderela no Magic Kingdom (eu e meus contos de fada sempre!), Animal Kingdom e… o cansaço chegou! Como assim? Nem eu acreditei, mas andar pelos parques é uma verdadeira maratona.

Sendo assim, todos esgotados, decidimos dormir um pouquinho mais no dia seguinte. Enfim, um descanso. Mas, mais uma vez, assim como tantas outras, eu me enganei. Acordo com um verdadeiro despertador, uma sirene. Jesus, o que era aquilo? Meu pai querendo acabar com meu lindo sonho, imaginei.

Extremamente sonolenta, pensei que fosse o despertador, minha irmã falava ainda dormindo: “Desliga, pai! Desliga!”. Ninguém entendia o que estava acontecendo. Estávamos desnorteados. Até que, acordamos pra valer e escutamos “Caution” ou algo do tipo. Meu pai telefonou imediatamente para a recepção e uma gravação, em inglês (claro!), nos orientou a descer pela escada, já que todos os elevadores estavam interditados. Era um incêndio.

O desespero foi quase geral, eu chorava, minha irmã gritava. Meu pai resolveu abrir a porta, e eu, sempre ansiosa, já esperava aquele fogo de filme, coisa de cinema mesmo. Mas não. Nada acontecia. Só algumas pessoas deslocavam-se de seus quartos em direção à escada. Resultado?

Minha mãe resolveu trocar de roupa, escovar os dentes, fazer xixi, e o incêndio lá… rolando! Eu, simplesmente, coloquei uma calça e um tênis (sem meia), peguei meu casaco e gritei loucamente: “Mãe, a gente vai morrer”, “Minhas compras vão ser cremadas”, “Eu amo vocês”. E minha mãe lá… penteando o cabelo, escovando os dentes, só faltava colocar perfume e decidir qual roupa iria vestir para a ocasião um tanto inusitada. Afinal, é difícil escolher roupa para incêndio, né? (Lógico que havíamos percebido que não havia incêndio algum!!)

Enfim, correndo pelos corredores e descendo loucamente as escadas, chegamos à parte externa do hotel. O que realmente aconteceu? Não sei. Alguém “muito esperto”, provavelmente, resolveu assustar os hóspedes com uma brincadeira de mau gosto. O que sei é que nunca passei tanto frio na vida. Eu chorava e ria descontroladamente de frio, nervoso e susto, afinal posso dizer que sobrevivi a um (quase) incêndio.

Por isso, caro leitores, peço encarecidamente: em suspeita de incêndio, corra, saia, nem que seja pelado!

 

            Março/2013

Camila Petribú

A primeira depilação

Em: Aconteceu Comigo, HA-HA-HA uma dose de alegria!

A primeira depilação a gente nunca esquece! Eu nunca esqueço, minha mãe nunca esquece, o salão não esquece. Chego a sentir vergonha da vergonha que passei.

Sempre quis, nos pensamentos (e só nos pensamentos) fazer depilação. Desde a quarta série, sonhava com as minhas pernas lisinhas, aveludadas. Lembro-me bem o quanto invejava as mulheres dos comerciais de televisão. As pernas, além de depiladas, recebiam aquele toque extra de glamour: creme bronzeador, photoshop, ou sei lá o quê.  Continue lendo “A primeira depilação”